Pefoce identifica paciente internado no Hospital Regional do Cariri
7 de maio de 2026 - 14:56
A atuação da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi decisiva para a identificação e localização de um paciente que deu entrada em estado grave no Hospital Regional do Cariri (HRC), no dia 18 de abril de 2026, sem documentos ou qualquer informação sobre sua identidade.
Diante da situação, a unidade hospitalar solicitou o apoio do Núcleo de Identificação Biométrica da Pessoa Desconhecida (NUID), que integra a Coordenadoria de Identificação Humana e Perícia Biométricas (CIHPB) da Pefoce, que rapidamente iniciou o processo de identificação por meio da papiloscopia, técnica baseada na análise de impressões digitais.
A coleta foi realizada no dia 25 de abril e, em apenas dois dias, a equipe concluiu o exame, confirmando a identidade do paciente, natural de Pernambuco e que estava desaparecido desde 2023. Após a identificação, o trabalho pericial avançou para a busca de informações em sistemas nacionais de pessoas desaparecidas, como o Infoseg (Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização.). A partir disso, houve articulação entre a 12ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa do Ceará (DHPP) e autoridades pernambucanas, o que possibilitou o contato com a família.
O caso evidencia a importância da Pefoce não apenas na produção de provas técnicas, mas também na atuação ágil e humanizada em situações envolvendo pessoas não identificadas. Como destaca o supervisor do Núcleo de Identificação Biométrica da Pessoa Desconhecida (NUID) da Pefoce, Saulo Carneiro. “A identificação de pessoas sem documentos vai além da técnica. É um compromisso humanitário, pois cada confirmação representa o alívio de uma família e a reconstrução de vínculos interrompidos pela incerteza”, afirma.
A integração entre tecnologia, conhecimento técnico e cooperação institucional foi fundamental para reunir informações e restabelecer o vínculo familiar em um momento crítico.
Trabalho Social
Para além de ser importante meio de prova na esfera criminal, a papiloscopia exerce um papel social relevante. A identificação de pessoas sem a devida documentação que ingressam em hospitais, abrigos e outras instituições de assistência social contribui diretamente para a localização de desaparecidos e para a garantia do direito à convivência familiar e comunitária. Trata-se de um trabalho sensível que, aliado aos serviços sociais, assegura ao cidadão a identificação formal, continuidade do atendimento médico e acesso a benefícios.
A identificação formal também é essencial para a segurança do paciente, garantindo a continuidade adequada do tratamento. No campo investigativo, a papiloscopia se destaca como um importante meio de prova, contribuindo para a elucidação de crimes, com precisão na identificação de autoria e materialidade.

