Estudantes visitam sede da Pefoce e conhecem o Laboratório de Impressão Papiloscópica

26 de Abril de 2018 # # #

Com olhares curiosos e em busca de conhecimento e novas experiências, Cauê, Iago, Fernanda e Pietra, todos adolescentes de 15 anos, e estudantes do 1º ano do Colégio Santa Cecília conheceram, na tarde dessa quarta-feira (25), as instalações do Laboratório de Impressão Papiloscópica (LIP) da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Na oportunidade, o grupo aprendeu dicas com os peritos de como utilizar composições básicas de física e química.

No LIP, vinculado à Coordenadoria de Identificação Humana e Perícias Biométricas (CIHPB), os estudantes entenderam como funciona a rotina de trabalho dos servidores, viram como são coletadas as impressões digitais em superfícies sólidas, porosas, quais são as substâncias e secreções que o corpo humano produz que são coletadas para análise. Foram esclarecidos também como é feita a comparação de provas, e os alunos puderam associar todos estes detalhes como as disciplinas que são repassadas na escola.

Os estudantes buscaram informações para repassar aos demais colegas de classe sobre o trabalho que a Perícia Forense do Ceará desenvolve. O material produzido por eles será apresentado na XXX Semana de Integração Cultura e Esporte (Sice). O evento tem como objetivo a interdisciplinaridade e integração de conhecimento.

Recebidos com muita atenção pela equipe do Lip, os estudantes aproveitaram a oportunidade para tirar dúvidas sobre investigação criminal e também receberam dicas de como elaborar de forma ‘caseira’ experiências simples, do que aprenderam, para apresentar para os colegas na escola.

Segundo o auxiliar de perícia Paulo Harrisson, a participação e o esclarecimento de dúvidas sobre as atividades forenses no ramo das impressões digitais, principalmente em relação ao tratamento de evidências e provas passando pelos vestígios deixados nas cenas dos crimes, além dos casos periciais, reais ou ficcionais, fornece uma oportunidade grandiosa ao ensino interdisciplinar aos alunos. “A utilidade dos conhecimentos de química, física e biologia são comumente empregados na perícia papiloscópica e fazem parte do cotidiano acadêmico nas escolas o que incita reflexões, estudos e pesquisas que contribuem na evolução do trabalho pericial”, conta.

           

Com todas as dicas anotadas e satisfeitos com tudo o que aprenderam em uma visita com direito a aula prática, os alunos saíram mais esclarecidos sobre as disciplinas que estudam na escola e bastante empolgados com o trabalho realizado nos diversos setores da Pefoce, a polícia científica do Ceará. “Hoje foi uma experiência incrível. Eu pude expandir meus conhecimentos e vê de perto o que eu só via em séries americanas, nem sabia que existia aqui no Ceará”, disse Cauê Waki que, junto com Fernanda Pontes, afirmou que pretende seguir carreira de perito criminal.