Especial #MulheresnaPefoce: Pefoce se transforma em cenário de superação e conquista para mulheres

9 de Março de 2018 # # #

Assessoras de comunicação: Morgana Cruz e Rafaele Barbosa

Na semana da data que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março), seis mulheres que trabalham na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) compartilham suas experiências profissionais e de vida em um recado coletivo de superação. Desde a última segunda-feira (05), Adilina Feitosa, Ana Helena, Valdeana Linard e Lúcia Maria revelaram os desafios por elas enfrentados nas respetivas funções de perita legista, auxiliar de perícia, entomóloga forense, técnica de enfermagem e médica perita legista. Para finalizar a semana de homenagens, a perita criminal Manuela Cândido (31) mostra como todas elas se assemelham por uma mesma característica: o orgulho e amor em trabalha na Pefoce. “Nós estamos aqui para servir à população e isso é muito gratificante. É um propósito de vida”, declara “Manu”, como é chamada pelos colegas.

Mestre em Química pela Universidade Federal do Ceará (UFC), “Manu” se apresenta com o perfil de uma mulher independente e focada em conquistar seus objetivos. Ela ingressou na Pefoce em 2013, com trabalhos desenvolvidos no Núcleo de Química Forense, onde realizava análises de vestígio de disparo de arma de fogo, de bebida alcoólica e combustível. “Logo no início, me deparei com dois casos bem emblemáticos”, conta, ao relembrar trabalhos feitos em casos de repercussão já no início de sua carreira. “Eu sempre quis perícia e já na faculdade eu já tinha escolhido que seria perita (…). Quando eu vi que tinha essa possibilidade de pegar a ciência exata e aplicar em prol da sociedade, eu achei sensacional e pensei ‘é isso aqui que eu quero’”, enfatiza.

“Manu” ganhou destaque em seu trabalho, cresceu na área acadêmica e foi selecionada para ser professora de Química Inorgânica do Instituto Federal do Ceará (IFCE), o que poderia representar mais uma conquista para ela. Mas não foi isso que aconteceu. “Quando eu fui pra lá, todas as pessoas diziam que eu não poderia perder essa oportunidade. Passei um ano lá. Eu aprendi muito e essa oportunidade abriu muitas portas para mim. Mas a perícia era o meu lugar”, revela, ao falar que, ao receber o convite para liderar a Coordenadoria de Análises Laboratoriais Forenses (Calf), no finalzinho de 2017, não pensou duas vezes antes de voltar para a Pefoce. “A experiência lá me mostrou o que é a diferença entre um trabalho bacana e um serviço vocacionado. É aqui que eu me encaixo em todas as áreas”, declara, ao contar que, mesmo com as atribuições de um cargo de chefia, não deixa de lado a prática das análises laboratoriais.

A perita e química não teve dúvidas quando precisou escolher entre a sala de aula e o laboratório. Mais do que exemplo de superação, Manuela Chaves mostra a importância de se fazer decisões certas ao longo da vida e deixa um recado: “A gente tem que buscar trabalhar com o que ama. Quando a gente encontra um local no mundo que o ofício que vamos desenvolver é exatamente o que queríamos fazer todos os dias da nossa vida, até o final, significa que estamos trabalhando, realmente, vocacionados”. Dos 26 peritos que atuam na Calf, 14 são mulheres. Do último concurso, 18 servidores foram lotados lá e, destes, 13 são do sexo feminino. “A Calf tem essa característica de ter muita mulher e é um orgulho pra mim e um imenso prazer coordenar essa equipe”, revela a perita amante dos desafios de sua profissão.